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Editado por HARLEQUIN IBÉRICA, S.A.

Núñez de Balboa, 56

28001 Madrid

© 2010 Fiona Harper

© 2015 Harlequin Ibérica, S.A.

O segredo de Jackie, n.º 40 - Abril 2015

Título original: The Bridesmaid’s Secret

Publicado originalmente por Mills & Boon®, Ltd., Londres.

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial. Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.

® Harlequin, Bianca e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.

® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença. As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.

Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited. Todos os direitos estão reservados.

I.S.B.N.: 978-84-687-6920-2

Editor responsável: Luis Pugni

Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.

Sumário

Página de título

Créditos

Sumário

Prólogo

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Capítulo 7

Capítulo 8

Capítulo 9

Capítulo 10

Capítulo 11

Epílogo

Se gostou deste livro…

Prólogo

«Ninguém deve ler o conteúdo desta carta, Scarlett. Dá-a só a Romano.»

Scarlett recordou as palavras da sua irmã enquanto corria pelo bosque que havia nos subúrbios de Monta Correnti. Jackie zangar-se-ia se soubesse que tinha dado uma olhadela à carta que lhe tinha entregado, mas um dos cantos descolara-se e a tentação fora muito forte.

Antes de ir à piazza para entregar a carta a Romano, tinha de a mostrar a Isabella, a sua prima e cúmplice. Aquele era um segredo demasiado grande para o guardar sozinha. Apesar de Isabella e ela terem a mesma idade, Isabella era a mais velha dos irmãos dela e parecia saber sempre o que fazer.

Na família de Scarlett, as coisas eram completamente diferentes. Ela era a mais nova das três irmãs, a que ficava sempre fora das discussões importantes porque «não as entenderia». E estava farta. Jackie só tinha mais quatro anos do que ela, mas pensava que podia manipulá-la e mandá-la fazer recados. Não era justo. Portanto, por uma vez, Scarlett ia fazer as coisas à sua maneira, de maneira justa.

Ia em direção a uma pequena clareira que havia ao lado do ribeiro, ao pé da colina. Mais ninguém conhecia aquele lugar. Era um segredo seu e de Isabella. Iam para ali para falar das suas coisas de raparigas quando Isabella acabava de cuidar dos irmãos mais novos. Montavam tendas com ramos e folhas, inventavam códigos secretos e escreviam nos seus diários, que deixavam que a outra lesse. Às vezes, falavam em voz baixa a respeito de Romano Puccini, o rapaz mais bonito de Monta Correnti.

Isso também não era justo!

Jackie passara-lhe à frente também nisso. Andava há semanas a encontrar-se com Romano! Às escondidas da sua mãe, óbvio. Quando Isabella o soubesse…

Scarlett começou a ofegar e viu a pequena clareira ao fundo. Romano só tinha olhos para a mandona da Jackie e Scarlett odiava-a por isso. Pelo menos, odiava-a quando se lembrava do assunto.

Viu um vestido cor-de-rosa entre as árvores e soube que Isabella já tinha chegado.

Scarlett chegou à clareira e Isabella levantou o olhar. Os seus sobrolhos arqueados diziam tudo: «O que aconteceu desta vez, Scarlett?».

Ela deixou de correr e estendeu-lhe a carta com o braço rígido.

Isabella encolheu os ombros enquanto a aceitava e tirava três folhas do envelope. Pouco depois, já não estava sentada e a semicerrar os olhos. Assim que leu a primeira página, levantou-se, furiosa.

– Oh, meu Deus… – sussurrou por fim. – Jackie e Romano! A sério?

Aquela não era a reação que Scarlett tinha esperado. Assentiu.

Isabella continuou a ler, pedindo-lhe de vez em quando que lhe decifrasse alguma palavra. Quando acabou, levantou o olhar. Deixara de sorrir.

– O que vais fazer? – perguntou-lhe.

Scarlett franziu o sobrolho.

– Dar a carta a Romano, é óbvio.

– Não podes fazê-lo. Tens de a mostrar à tia Lisa.

– Sabes o que a minha mãe faria se o soubesse? – perguntou ela com incredulidade. – É um segredo muito grande.

De repente, Scarlett teve um mau pressentimento. Isabella não podia fazer algo do género, pois não? Viu como lhe brilhavam os olhos e soube que ia encarregar-se pessoalmente do problema.

Se isso acontecesse, Jackie sofreria a cólera da sua mãe, mas ela também se veria metida numa bela confusão. Jackie tinha o mesmo temperamento que a sua mãe. Tentou tirar a carta à sua prima.

Isabella foi rápida e afastou-a, e, enquanto lutavam por ela, o papel rasgou-se ao meio e Isabella largou-o. As folhas cor-de-rosa e o envelope a combinar voaram.

As duas raparigas ficaram imóveis. Uma das folhas estava quase a chegar ao chão e Scarlett entrou em ação para a apanhar, mas o ar brincou com ela. Isabella já tinha conseguido apanhar as outras. O vento soprou na direção de Scarlett, aproximando-lhe o papel, e saltou para o agarrar.

Isabella chocou contra ela e Scarlett caiu na terra húmida da margem do ribeiro. A folha escapou-lhe dos dedos e foi parar à água.

Isabella começou a gritar, mas Scarlett só conseguiu ficar onde estava, vendo como o papel se afastava e a tinta se tornava imprecisa antes de desaparecer na água.

Levantou-se e sacudiu a roupa.

– Para! – gritou a Isabella, que estava a chorar.

Antes que molhasse as folhas que tinha nas mãos, Scarlett tirou-lhas e tentou alisá-las.

– Falta a terceira página! A terceira página! – exclamou em pânico, olhando para a água.

Porque não se perdera a segunda página, na qual Jackie falava de amor a Romano? Tivera de ser a terceira página, na qual lhe contava o seu grande segredo!

– O que vais fazer? – perguntou-lhe Isabella em voz baixa, secando rapidamente as lágrimas dos olhos.

– Não sei – de repente, começou a sentir calor. A culpa era de Jackie! Porque não entregara diretamente a carta a Romano? Toda a gente sabia que não podia confiar-se nela! Virou-se para Isabella com os lábios apertados. – Não posso dar a carta a Romano assim – teria de ir falar com ele. – E Jackie mata-me se lhe contar o que fiz. Só posso fazer uma coisa.

Isabella recomeçou a chorar. Murmurou que a culpa era dela, mas Scarlett não estava a ouvi-la, tinha o olhar fixo na água do ribeiro.

Muito devagar, aproximou-se da margem. Muito devagar, deixou uma folha cair na água. A outra. E, depois, o envelope. Foi quase como um ritual solene, ao qual se seguiu um silêncio sepulcral.

Mais ninguém leria o conteúdo daquela carta.

Capítulo 1

O ar condicionado da limusina estava ligado, mas, quando Jackie olhou pela janela para as colinas, os vinhedos e os limoeiros, quase pôde sentir o calor do sol nos braços. Era uma ilusão, mas gostava de sonhar, portanto, deixou-se levar e apreciou o momento.

O regresso a casa também seria uma ilusão. Haveria exclamações, abraços, jantares de família nos quais toda a gente falaria ao mesmo tempo e um certo receio. Havia sempre. Até as suas irmãs e primos que não sabiam o seu segredo se deixavam levar por aquela atmosfera e se mantinham afastados dela.

Tornavam-se seus cúmplices enquanto ela tentava negar o seu lado italiano e se comportava como uma britânica. Isso era o melhor que tinha herdado do seu pai. Tinha aprendido a ser forte e a manter a compostura. Ela sobressaía sempre em tudo o que fazia e aquilo não era uma exceção.

Não tinha telefonado para avisar a sua família a que horas ia chegar. Preferira chegar sozinha e de limusina. Necessitava de tempo para se preparar antes de voltar a vê-los.

Há alguns anos que não ia a Monta Correnti. E, no passado, sempre tinha ido no inverno. Os verões eram maravilhosos ali, despertavam-lhe muitas lembranças. Não obstante, a sua irmã mais velha tinha decidido casar-se em maio e não tivera opção. Afinal, por muito que o tivesse tentado, não podia esquecer que pertencia a uma grande família italiana.

Desviou o olhar da paisagem sob o céu muito azul e pegou numa revista. Era o último número da concorrente da Gloss! Sorriu triunfante ao dar-se conta de que a sua equipa editorial tinha coberto muito melhor as tendências da temporada. Embora fosse para isso que lhes pagava. Não tinha esperado menos.

Chamou-lhe a atenção a marca Puccini, uma das mais importantes de Itália. A casa de moda tinha tido um sucesso atrás do outro desde que Rafael Puccini deixara o departamento de design nas mãos do seu filho.

Com semelhante homem no comando, poderia esperar-se que a coleção masculina eclipsasse a feminina, mas nada mais longe da realidade. Romano Puccini entendia tão bem os corpos das mulheres que criava as peças mais maravilhosas para elas. Elegantes, sensuais, com estilo. Embora tivesse tentado resistir, tinha acabado por sucumbir no verão anterior e tinha um vestido da marca no seu armário. Só o usara numa ocasião e sentira-se sensual, poderosa e feminina.

Romano Puccini sabia como fazer uma mulher sentir-se tão feminina como a Vénus de Botticelli. Não obstante, isso também era uma ilusão e Jackie sabia-o muito bem.

Franziu o sobrolho por um instante e, em seguida, voltou a relaxar a testa. Ainda não tinha caído na armadilha do Botox, mas não tinha sentido piorar as coisas. Apesar de estar na crista da onda e de ser a redatora-chefe da principal revista de moda londrina, trabalhar e viver naquele ambiente podia tornar paranoica qualquer mulher com mais de vinte anos.

O seu telemóvel tocou e ela procurou-o na mala enorme. Disparou-lhe a adrenalina ao ver quem lhe ligava, embora então já devesse ter-se habituado.

– Olá, Kate.

– Eh, Jacqueline…

Pareceu-lhe estranho que a chamasse pelo seu nome, mas ainda não conquistara o título de mãe com aquela jovem. Talvez nunca o fizesse.

– Precisas de alguma coisa?

Fez-se silêncio do outro lado. Um longo silêncio de uma rapariga de dezasseis anos.

– Estás aí? Em Itália?

Jackie voltou a olhar pela janela.

– Sim. Saí do aeroporto há uns vinte minutos.

Ouviu um suspirou do outro lado da linha.

– Oxalá pudesse ter ido contigo…

– Eu sei. Eu também teria gostado. Mas a situação… Contá-lo à minha família… Requer que aja com prudência.

– Também é a minha família.

Jackie fechou os olhos.

– Sim, mas é complicado. Não os conheces.

– Não, não os conheço. E a culpa não é minha.

Jackie pensou que tinha razão, que a culpa era dela. Sempre o soubera, mas isso não tranquilizaria a sua mãe quando lhe contasse que a menina que dera para adoção dezasseis anos antes a tinha procurado recentemente e que se tinham encontrado em Londres durante os últimos meses. Sobretudo, porque a sua mãe sempre tinha insistido em que ninguém da família o soubesse. A imagem era tudo para uma mulher como Lisa Firenzi. E uma filha adolescente grávida que se recusava a dizer o nome do pai do bebé não encaixava nos planos dela.

Jackie era mais jovem do que Kate quando ficara grávida. Quando começara a crescer-lhe o ventre, a sua mãe mandara-a para o estrangeiro.

Tinha chegado a Londres numa tarde chuvosa de novembro, com quinze anos, tremendo, sentindo-se perdida e sozinha. Tinham dito à família que ia passar uma temporada com o seu pai, o que era verdade. Tratava-se do segundo marido de Lisa.

Portanto, não só teria de contar à sua mãe que o seu segredo fora descoberto, como também, além disso, teria de o partilhar com toda a família. Nem sequer Lizzie e Scarlett, as suas irmãs, sabiam.

O casamento de Lizzie seria a ocasião em que todos estariam reunidos depois de anos, mas não podia estragar o dia à sua irmã. Jackie não tinha ideia de como iam reagir e fora por isso que não quisera levar a sua filha ao casamento, para não a fazer sofrer.

Respirou fundo pelo nariz, como lhe tinha ensinado o seu professor de Pilates.

– Eu sei, Kate. E lamento-o. Talvez da próxima vez.

Voltou a reinar o silêncio.

– Tens vergonha de mim, não é?

– Não!

– Então, porque não queres que conheça os meus tios e tias, os meus primos, a minha avó?

– São coisas de família… Complicadas, tu sabes…

Kate soprou.

– Lembras-te de quando me disseste que a tua mãe…? – custava-lhe tanto dizer aquela palavra! – Que a tua mãe não conseguia entender que quisesses conhecer a tua mãe biológica? Como te custou dizer-lho? Porque não querias magoá-la, mas, ao mesmo tempo, era uma coisa que precisavas de fazer.

– Sim – respondeu a rapariga com voz trémula.

– Vais ter de confiar em mim… – «querida», desejou acrescentar – Kate. Tenho de o fazer sozinha. E, depois, prometo-te que poderás vir conhecer toda a gente, prometo-te.

As suas palavras deviam ter aplacado a sua filha, pois Kate falou com resignação em vez de com aborrecimento. Despediram-se. Jackie fechou o telefone e guardou-o na mala. Estava exausta.

Não fora consciente de como aquilo seria difícil, embora tivesse desejado que acontecesse desde que tinha escrito o seu nome no registo de adoções aos vinte anos. Depois da primeira chamada, tinha-se sentido feliz e, mais tarde, aterrada. O primeiro encontro com Kate fora estranho. Tivera lugar sob o olhar atento de Sue, a mãe adotiva.

Kate ficara hipnotizada com o seu guarda-roupa e o seu carro desportivo. Sue falara com Jackie algumas semanas mais tarde e tinha-lhe contado que Kate estava impressionada com o facto de a mãe «verdadeira» dela ser Jacqueline Patterson, um ícone da moda. «Nem penses em dececioná-la!», tinha-a advertido com o olhar.

Jackie estava a fazê-lo o melhor que podia, mas não estava certa de conseguir que as coisas funcionassem e de ter uma relação de mãe e filha com Kate.

Quando desse a notícia à sua mãe, já não haveria volta atrás, mas não tinha opção. Queria, precisava de voltar a ter a sua filha na sua vida e faria o que fosse necessário para lhe oferecer um lugar nela.

A limusina virou e Jackie conteve a respiração. Viu Monta Correnti ao longe, uma linda e pequena cidade cujas casas com telhados de terracota se encaixavam na colina. Naquele momento, era o destino de férias de muitas personalidades, mas fora o seu lar no passado. O seu único verdadeiro lar. Um lugar cheio de lembranças, amareladas e imprecisas como as velhas fotografias de família.

Antes de chegar ao centro da cidade, a limusina virou à esquerda para a levar à casa da sua mãe.

Romano abriu as portas de vidro do salão e saiu para o terraço. Tudo era perfeito. Sempre era. E isso agradava-lhe. Gostava das linhas direitas, das formas simples. Não era um homem que gostasse de coisas complicadas. Obviamente, sabia que a perfeição tinha um preço. Nada acontecia por acaso.

Na sua ausência, um exército de jardineiros estivera a trabalhar ali. Também lhe tinham limpado a casa. Era a velha residência de verão dos Puccini, o lugar perfeito para se retirar da ruidosa Roma durante os meses de verão. E gostava tanto que, recentemente, tinha decidido ficar também durante o inverno.

O Palazzo Raverno era um lugar único. Fora construído no século XVIII por um conde, numa pequena ilha do lago, ao estilo veneziano neogótico.

E, se o palácio era espetacular, os jardins eram de cortar a respiração.

Romano não conseguiu aguentar mais. Começou a passear por eles, parando para ouvir a música suave de um manancial que brotava de entre as rochas. Deixou-se levar pelos seus pés até ao jardim que havia na parte mais baixa.

A brisa era deliciosamente fresca ali. Tudo estava verde e era muito romântico. Aquele lugar era o lugar perfeito para um casamento.

Não o seu, óbvio. Sorriu ao pensar nisso. Ele jamais entregaria o seu corpo e a sua alma a uma mulher para a eternidade.

Por um mês ou dois, talvez.

Suspirou enquanto saía do jardim e subia novamente para a casa. Tinha de trabalhar.

Não obstante, entrou na sala que tinha convertido no seu escritório a assobiar. Ao fim e ao cabo, como podia queixar-se quando o seu trabalho consistia em vestir e despir belas mulheres?

Jackie ainda não tivera tempo de apoiar os saltos altos no chão quando viu a sua mãe a sair pela porta, a correr para ela de braços abertos.

– Jackie! Já chegaste!

Perguntou-se o que se passaria, a sua mãe nunca a recebia assim. Era como se lhe causasse muita alegria vê-la…

– Estás atrasada!

Aquilo, sim, tinha-o esperado.

Lisa percorreu-a da cabeça aos pés com o olhar, algo que não lhe importou pois sabia que não encontraria nada para criticar nela.

– Não creio que tenha dito a que horas…

– As outras já chegaram há mais de uma hora.

Jackie decidiu não discutir com a sua mãe, que era uma mulher de ideias fixas e rígidas. Já se tinha habituado a isso.

Apesar de não se verem há quase um ano, Lisa estava na mesma. Continuava a ter o estilo e a classe natural que no passado a tinham convertido numa top model. Usava uma versão renovada do fato clássico com que a vira no ano anterior e o cabelo apanhado num coque, como sempre.

Ouviu vozes femininas do quarto da sua mãe e viu três mulheres, as três seminuas, a tagarelar e a elogiar o vestido de noiva mais bonito que Jackie vira em toda a sua vida. De facto, estavam tão absortas a ajudar a noiva a vestir-se, que nem sequer se deram conta de que ela estava ali.

Lizzie foi a primeira a levantar o olhar e a vê-la, e atravessou o quarto para lhe dar um abraço.

– A vossa irmã dignou-se finalmente a vir provar o vestido.

Jackie fechou os olhos e ignorou o comentário da sua mãe. Não tinha de se preocupar, mandara-lhes as suas medidas um mês antes e sabia que não tinha engordado nem um grama desde então.

– Há quanto tempo, Lizzie! – disse à sua irmã com voz rouca. – Deixa-me ajudar-te – acrescentou, pondo-se atrás dela para lhe abotoar os botões das costas.